O “Game Changer” Lee Kang-in, de 24 anos, foi o herói improvável que deu ao Paris Saint-Germain (PSG) um troféu milagroso. Atuando por apenas 23 minutos, o sul-coreano saiu do banco para mudar o destino da final da Supercopa da UEFA de 2025 contra o Tottenham Hotspur, recebendo uma enxurrada de elogios da imprensa francesa por sua atuação decisiva.
Uma Virada Espetacular na Final
Na partida disputada no Stadio Friuli, em Udine, na Itália, o PSG, atual campeão da Champions League, encontrou dificuldades inesperadas contra o vigor físico e a alta energia do Tottenham. Os franceses acabaram sofrendo o primeiro gol aos 39 minutos do primeiro tempo, em uma cobrança de falta que Micky van de Ven aproveitou para marcar.
O domínio do time inglês continuou no segundo tempo. Logo aos 3 minutos, novamente em uma jogada de bola parada, o zagueiro Cristian Romero subiu mais alto que a defesa e, com uma cabeçada precisa, ampliou a vantagem para 2 a 0. O PSG parecia perdido e se via em uma situação desesperadora, caminhando para uma derrota certa.
A Entrada que Mudou o Jogo
A virada do PSG começou a ser desenhada aos 22 minutos do segundo tempo, com a entrada de Lee Kang-in. O ponto de inflexão veio aos 40 minutos, quando ele acertou um chute espetacular e indefensável com a perna esquerda de fora da área, marcando um gol crucial para dar esperança à equipe. O empate heroico veio nos acréscimos, quando outro jogador vindo do banco, Gonçalo Ramos, completou de cabeça um cruzamento de Ousmane Dembélé, levando a decisão para os pênaltis.
A estrela do sul-coreano brilhou também na disputa de pênaltis. Enquanto Vitinha desperdiçou a primeira cobrança pelo PSG, Ramos, Dembélé, Lee Kang-in e Nuno Mendes converteram. Pelo lado do Tottenham, van de Ven e Mathys Tel erraram seus chutes, selando a vitória do PSG por 4 a 3 e garantindo o título.
Conquista Histórica e Reconhecimento da Imprensa
Com a vitória, o PSG conquistou a Supercopa da UEFA pela primeira vez em sua história, um marco para o futebol francês. Lee Kang-in também fez história, tornando-se o primeiro jogador sul-coreano a marcar em uma final e a vencer a competição.
Apesar de Ousmane Dembélé ter sido eleito o MVP oficial da partida, o papel de Lee foi amplamente destacado. A “BBC”, do Reino Unido, avaliou que “Lee Kang-in, vindo do banco, injetou a esperança que o PSG precisava”. O jornal francês “Foot Mercato” foi além, creditando o título diretamente a ele e a Ramos: “Quando o PSG perdia a 10 minutos do fim, as substituições de Lee Kang-in e Gonçalo Ramos reverteram o fluxo do jogo. Eles destruíram a defesa londrina e deram ao PSG uma vitória inesperada e seu primeiro troféu da Supercopa”.
A publicação francesa também ressaltou como a atuação de ambos foi surpreendente, dado o status que tinham no clube. “O heroísmo de Lee e Ramos é ainda mais notável porque ambos tinham futuros incertos. Tendo jogado pouco na última temporada, eles estiveram envolvidos em rumores de transferência durante toda a janela. Ninguém esperava que fossem decisivos, mas nos lembraram que heróis podem surgir de onde menos se espera.”
As Raízes em Mallorca e a Ascensão em Paris
O sucesso de Lee não passou despercebido por seu ex-clube, o Mallorca. Mesmo dois anos após sua saída, o time espanhol publicou uma mensagem de parabéns, mostrando o carinho que ainda nutrem pelo jogador que ajudaram a desenvolver. O Mallorca acolheu Lee no verão de 2021, após ele ter sido dispensado pelo Valencia.
Foi na ilha espanhola que Lee Kang-in explodiu seu potencial. Na temporada 2022-23, sob o comando do técnico Javier Aguirre, ele se tornou o craque do time, com 6 gols e 6 assistências em 39 jogos, liderando o clube a uma excelente 9ª posição em La Liga.
Seu desempenho chamou a atenção do PSG, que o contratou no verão de 2023 por 23 milhões de euros, um valor que permitiu ao Mallorca reforçar seu elenco de forma consistente. Desde que chegou a Paris, a carreira de Lee tem sido repleta de títulos. Em sua primeira temporada, conquistou a “tríplice coroa doméstica” (Ligue 1, Copa da França e Supercopa da França). Na temporada passada, mesmo como peça de rotação, foi importante na inédita conquista da UEFA Champions League e, agora, com sua atuação fundamental na Supercopa da UEFA, prova de vez seu valor no cenário mundial.